Pergunta: O autismo pode ser entendido como uma dificuldade do Espírito em enfrentar sua encarnação? Como auxiliar nesses casos?
Resposta: O Espírito, estando lúcido e conhecendo a gravidade dos erros praticados, expia ou submete-se a rudes provas, a fim de esconder-se daqueles a quem prejudicou e agora reaparecem na condição de cobradores insanos. Trata-se de um mecanismo utilizado também para apagar as lembranças que ressumam do seu inconsciente e o atormentam. Nada obstante, experimentando as dificuldades de comunicação com o exterior, não fica indene ao sofrimento que carrega no imo do ser, embora não logre fazer uma catarse libertadora e terapêutica.
A conversação edificante, a paciência e a bondade para com o autista, em qualquer grau em que a problemática se apresente, os passes de transmissão de energias, as atividades de desobsessão, porque invariavelmente ocorrem também esses fenômenos, são os melhores instrumentos de auxílio em seu benefício.
Até os 7 ou 8 anos de idade, quase sempre a reencarnação prossegue e completa-se totalmente.
Recomenda-se que, enquanto a criança esteja dormindo, os genitores conversem com ternura, explicando-lhe quanto é amada, quanto foi esperada com carinho, quão maravilhosa é a oportunidade de que ora desfruta, a fim de transmitir-lhe tranquilidade e confiança.
O Espírito escuta, percebe os cuidados, renova-se e imprime no organismo, especialmente na área cerebral afetada, a esperança, a alegria e a mensagem de otimismo, passando a experimentar resultados positivos e saudáveis.
Joanna de Ângelis, no livro “Espelhos da Alma: uma jornada terapêutica”.