“O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica para ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.” Joanna de Ângelis
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Uma Nova Psicanálise

A verdadeira primeira infância se perde nos evos das primeiras encarnações do espírito. Apesar de que nós, que na Terra vivemos, ainda podemos nos considerar crianças em nosso estágio evolutivo – sequer aprendemos a amar!

Nossos erros e tropeços se refletem nas dificuldades que encontramos no caminho, e cabe ao analista destrinchar estes nós sim – só que os nós na maioria das vezes não se encontram apenas na breve experiência da atual encarnação. E além de esclarecer as defesas, resistências e ansiedades que os trazem à tona, é fundamental compreendermos a serviço de que existe a dificuldade. Não basta “eliminarmos” o sintoma, pois ele existe para auxiliar o sujeito a se reencontrar. Então, cabe trabalhar no mesmo sentido e não no sentido oposto: auxiliando a pessoa a se equilibrar, o sintoma por si só perde a necessidade de existir e desaparece.

A psicanálise atual ampliou sua visão de inconsciente: não mais como apenas um reservatório de pulsões, mas também como um “tesouro de sentidos” (como diz Green), onde estariam forças que impulsionam o sujeito ao futuro, a se deslocar de seu eixo, a se melhorar. Sabemos que Jung dizia isso há muito mais tempo, e (maravilhoso médium que era!) já considerava as mensagens do psiquismo.

Se trabalharmos somente no sentido de “descobrir” os traumas provocados por vivências dos primeiros anos de vida na Terra, teremos uma compreensão incompleta.

De uma perspectiva de psicologia espírita, a cura se ampliaria à vivência da pessoa como espírito encarnado, solucionando os enigmas de seu conflito considerando que a vida começa muitas vidas antes e não termina nunca.

Tratamento Mental


Segundo Manoel P.de Miranda, o irmão em tratamento representa o nosso passado, o que já fomos, e o porvir dos invigilantes, que ainda hoje não despertaram para as responsabilidades que lhe dizem respeito.

Antes de qualquer esforço externo, há de se predispor o paciente à renovação íntima, intransferível, ao esclarecimento, à educação espiritual, a fim de que se conscientize das responsabilidades que lhe dizem respeito, dando início ao tratamento que melhor lhe convém, partindo de dentro para fora. Posteriormente, e só então, se fará lícito que participe dos labores significativos do ministério mediúnico, na qualidade de observador, cooperador e instrumento se for o caso.

A dívida persiste enquanto não se regulariza. Considerando que o devedor se dispõe à renovação, com real propósito de reajustamento íntimo, modificando as paisagens mentais a esforço de leitura salutar, oração e reflexão com trabalho edificante em favor do próximo e de si mesmo, mudam-se-lhe os quadros provacionais, e providências relevantes são tomadas pelos Mensageiros encarregados da sua reencarnação, alterando-lhe a ficha cármica.

O Evangelho é a mais avançada terapêutica de que se tem notícia para o homem que se resolve vivê-lo em plenitude. E não podemos esquecer a terapia do amor, a psicoterapia do entendimento e da atenção – jamais relegando os pacientes à própria sorte por cansar-se dele ou por procurar não perder tempo com os casos irrecuperáveis, quando falham os recursos clássicos.

A contribuição fluidoterápica (o passe), nas diversas expressões em que se apresenta, é de valor e benefício indiscutível, desde que o paciente se disponha realmente a ajudar-se.

A prece, por fim, é de essência divina. Registros especiais captam as rogativas da Terra e as transformam em respostas de socorro celeste. Nenhum apelo neste Universo de vibrações e intercâmbios jaz sem resposta. Quem se compraz na revolta, sintoniza com mentes carregadas de ira, que se conjugam em comércio de longa duração, assim como quem vibra esperança e amor sincroniza com as forças emissoras da paz e da harmonia, estabelecendo ligações que favorecem o otimismo e a saúde.

Recorremos à proteção divina, no entanto não é lícito aguardar milagre, que tal não existe, tampouco regime de exceção, que significaria privilégio – que reconhecemos não merecer. O “milagre” resulta do trabalho salutar, que funciona a tempo próprio e justo.

Oremos e prossigamos!

(extraído do livro “Grilhões Partidos”, psicografado por Divaldo Franco)

Imagem: Kyoto, Japão

Terapia para Liberação dos Sofrimentos


- Considerar todos como dignos de ser amados e tomar por modelo alguém que nos ame verdadeiramente (este sentimento sem apego nem interesse gerador de emoções perturbadoras desarma o indivíduo de suspeitas ou ansiedades/ medos);

- Identificar e estimular os traços de bondade do caráter alheio; o ato de ver bem as demais pessoas se torna um hábito terapêutico preventivo, com relação às agressões do meio.

- Aplicar a compaixão quando agredido; a não-reação à agressividade do outro desmantela-lhe a couraça de prepotência. Uma resposta otimista e sem azedume dissipa as perturbações que originam o sofrimento moral. Além disso, quando não sintonizamos com a faixa vibratória daquele que nos agride, impossibilitamos a instalação de enfermidades provocadas pela absorção de energia deletéria. E levanta o caído, embora esteja perturbado.

- O amor deve ser uma constante na existência do homem; é o antídoto mais eficaz contra qualquer mal. Age nas causas e altera-lhes as manifestações, mudando a estrutura dos conteúdos negativos quando estes se exteriorizam. É o mais precioso vínculo com o Criador.

Joanna de Angelis (em "O Homem Integral")