“O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica para ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.” Joanna de Ângelis

Histeria


Para seguirmos em nossas discussões a respeito daquilo de que se ocupa a psicologia, com base no conhe- cimento espírita, cito aqui um breve resumo de um caso de Histeria, debatido com mais profundidade no livro "Grilhões Partidos" de Divaldo Franco, por Manoel P. de Miranda.

Trata-se de uma moça que casou com um homem mais velho, por imposição paterna (o que lhe foi um martírio). O marido lhe confessou o problema que lhe afligia: era impossibilitado para o matrimônio. Prometeu-lhe regular liberdade, desde que se mantivesse as conveniências sociais para ele relevantes. A conjuntura afetiva era uma medida coercitiva que deveria disciplina-los, mediante a austeridade moral que a guindaria a relevante posição espiritual – o que não aconteceu.

Acobertada pelo esposo, veio a fazer quatro abortos – e no último desencarnou através de hemorragia violenta. Foi intensamente perseguida por aqueles que impedira de nascer e ao reencarnar, o espírito culpado – através de um processo muito complexo, fixou no centro coronário, onde se situa a epífise, a veladora da sexualidade, os abusos anteriormente cometidos, que foram sendo revelados à medida que a puberdade ativava o centro genésico, produzindo-lhe o atual estado de histeria e, simultaneamente, fazendo que a memória dos sucessos infelizes começasse a trasladar-se do inconsciente profundo para o consciente atual, em forma de tormentosas crises evocativas das sensações experimentadas nas pavorosas regiões de dor donde proveio.

O inconsciente possui, portanto, fatores preponderantes – não, porém, exclusivamente desta encarnação.

Anestesiada por um sedativo, dormia ressonando, ofegante, traduzindo indisfarçável mal-estar. Ela dormia também espiritualmente, devido à continuidade dos fortes sedativos que eram assimilados perispiritualmente, prostrando-lhe a alma aturdida. Os fenômenos inconscientes lhe produziam sonhos desagradáveis, por automatismo psicológico, que eram frutos das recordações impressas na memória perispiritual.

Sua distonia nervosa começou aos 14 anos, agravando-se pouco a pouco, caminhando na direção da loucura. Vinha se submetendo a um tratamento que lhe seria salutar, graças à interferência e assistência da mãe e de benfeitores espirituais. Cessada a doença atual, algumas entidades perniciosas que a martirizavam reencarnariam por seu intermédio se estivesse disposta à maternidade, o que lhe consolidaria a cura.

A obsessão aqui é uma contingência natural da sintonia da mente endividada com as mentes das suas vítimas. Na paciente mesma estão – nas zonas fisiológicas – as distonias psicofísicas já instaladas pela consciência culpada, em forma de sintomas vários e desconexos que, no caso, lhe constituíam a histeria.

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